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A BUSCA DA VERDADE-SANTO AGOSTINHO


Santo Agostinho buscava conhecer a verdade. E a procurava, como ele mesmo dizia, onde não a podia encontrar. No livro Confissões, ele faz uma reflexão sobre a passagem: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio Dele, e sem Ele nada foi feito. E o que foi, é a vida Nele, e a vida era a luz dos homens, e a luz brilha nas trevas, e as trevas não a apreenderam” Jo 1, 1-5. Chegou a conclusão de que a alma do homem, embora dê testemunho da luz, não é a própria luz. Mas, o Verbo, que é Deus, é a luz verdadeira que ilumina todo homem.:
Retornei a mim mesmo, entrei no íntimo do meu coração sob Tua guia, e o consegui, porque Tu te fizeste meu auxilio. Entrei e, com os olhos da alma, acima destes meus olhos e acima de minha própria inteligência, vi uma luz imutável. Não era essa luz vulgar e evidente a todos com os olhos da carne, ou uma luz mais forte do mesmo gênero. Era como se brilhasse muito mais clara e tudo abrangesse com sua grandeza. Não era uma luz como esta, mas totalmente diferente das luzes desta terra. Também não estava acima da minha mente como o óleo sobre a água nem como o céu como a terra, mas acima de mim porque ela me fez, e eu abaixo porque fui feito por ela. Quem conhece a verdade conhece essa luz, e quem a conhece conhece a eternidade. O amor a conhece. Ó eterna verdade, verdadeira caridade e querida eternidade! És o meu Deus, por Ti suspiro dia e noite. Desde que Ti conheci, Tu me elevaste para me fazer ver que havia algo para ser visto, mas que eu era incapaz de ver. Atingiste minha vista enferma com a Tua irritação fulgurante, e eu tremi de amor e de temor. Percebi que estava longe de Ti, numa região desconhecida, e parecia-me ouvir Tua voz do alto: “Eu Sou o pão dos fortes: cresce, e de mim Te alimentarás. Não me transformarás em ti, como fazes com o alimento do corpo, mas te transformarás em Mim”. Compreendi, então que corrigiste o homem por sua iniqüidade e secaste a minha alma como teia de aranha. E eu disse: “Porventura deixará de existir a verdade, por não ser uma realidade difusa pelos espaços finitos e infinitos”? E Tu me gritaste de longe : “Na verdade, Eu sou aquele que sou”. E ouvi como se ouve no coração, e já não tive motivo para duvidar. Mais facilmente duvidaria de estar vivo do que da existência da verdade, a qual se apreende através das coisas criadas.
Este momento de reflexão foi muito importante para a conversão de Santo Agostinho. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” Jo 8,32. A verdade é o próprio Deus. É a Sua vontade que pode nos libertar de nós mesmos e de todo e qualquer pecado.
Peçamos a Deus a graça de conhecê-lo e como fez Santo Agostinho entrar em nosso intimo sob a guia e a condução do próprio Deus. Pedindo que Ele mesmo nos mostre onde erramos, o ofendemos e como necessitamos ser mais parecidos com Ele.

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